Dica:

Agosto 13, 2008

Gente…

essa dica vai pra todos que lidam com adiministração, economia…

A dica é um achado!!! O livro “A lógica do cisne negro” , da editora Record que trata de

Vale a pena conferir…

Em “A Lógica do Cisne Negro”, o mundialmente conhecido autor de Iludido pelo acaso retoma temas como sorte, incerteza, probabilidade e conhecimento para falar sobre como grandes acontecimentos nos surpreendem enquanto cometemos o erro de restringir o pensamento ao corriqueiro e irrelevante. Nesta obra, o leitor aprenderá, com truques simples, a tirar proveito de cisnes negros e ter outra visão de mundo.

O Senado aprovou projeto que institui que 50% das vagas das escolas técnicas e de universidades federais sejam destinadas a alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Pela proposta, essas vagas deverão ser divididas seguindo a proporção de negros e indígenas do Estado em que a instituição estiver localizada.

A proposta, aprovada anteontem pela Comissão de Educação do Senado, irá para a Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer alterações.

O texto original, da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), previa a reserva de vagas só para o ensino técnico e profissionalizante, mas o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) apresentou emenda, aprovada pelos demais integrantes da comissão, estendendo a medida a todas as instituições federais de ensino superior.

A senadora petista afirmou que seu projeto tinha o objetivo de dar “mais oportunidades” aos alunos de escolas públicas. “Em 1993, havia muito mais estudantes da rede pública que ingressavam nas escolas técnicas. Hoje em dia, isso mudou completamente”, disse.

“Como o assunto é polêmico, pensei que haveria muitas resistências. A idéia de incluir as universidades federais veio da oposição”, apontou.

Pelo texto aprovado, a distribuição das vagas destinadas aos alunos da rede pública será estabelecida de acordo com o mais recente censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Caso as cotas raciais não sejam preenchidas, as vagas dentro da proporção de 50% poderão ser preenchidas por outros alunos que tenham feito o ensino médio em escola pública.

“Dentro do que for reservado para o ensino público, há cotas para quem se autodeclarar negro ou índio, de acordo com os dados do IBGE. As outras vagas da cota do ensino público serão disputadas por quem não se autodeclarou”, disse a senadora.

O projeto estabelece também uma cota de 5% para pessoas com deficiência, independentemente de elas terem estudado na rede pública ou particular. A proposta partiu do senador Paulo Paim (PT-RS).

A proposta aprovada na Comissão de Educação do Senado não irá passar pelo plenário porque tem caráter “terminativo”. O projeto agora segue para a Câmara, onde já tramitam outras oito proposições sobre cotas. Uma delas, de autoria do governo federal, enviada em 2004, tem o mesmo teor da que foi aprovada pelo Senado, com exceção do artigo que trata das pessoas com deficiência.

Desvinculação

O Senado aprovou ontem a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que retira a incidência da DRU (Desvinculação dos Recursos da União) sobre as verbas da Educação. Agora, a proposta será encaminhada à Câmara dos Deputados.

A mudança na Constituição acaba com a permissão para que o Poder Executivo utilize até 20% da arrecadação com impostos federais e contribuições destinados à Educação.

De autoria da senadora Ideli Salvatti, a PEC prevê que o percentual será reduzido a zero a partir de 2011. Em 2009, será de 10% e, em 2010, de 5%.

Uma das principais vitrines da política educacional do governo Lula, o ProUni (Programa Universidade para Todos) amarga uma sobra de 46.623 bolsas oferecidas, o correspondente a 39,2% do total.

O programa permite que alunos carentes estudem em instituições de ensino superior privadas com bolsa integral ou parcial (de 25% ou 50%).

Em troca, as universidades ganham isenção de tributos. Se elas tiverem dívidas com a União, podem parcelá-las em até dez anos a juros da taxa Selic (12,75% ao ano), menores do que as de um banco privado.

No último processo seletivo do programa, para o segundo semestre de 2008, foram oferecidas 118.871 bolsas, mas apenas 72.248 candidatos foram pré-selecionados. Eles tiraram a nota mínima do Enem para pleitear uma bolsa (45 pontos), mas, para obter a vaga, terão de comprovar renda familiar per capita menor do que três salários mínimos. Ou seja, as vagas ociosas podem aumentar.

Quase todas as bolsas não utilizadas são parciais (94%). Boa parte (45%) é de ensino à distância –”modalidade que requer recursos tecnológicos que, muitas vezes, os candidatos a bolsa não possuem, como computador, acesso à internet em banda larga e possibilidade de deslocamentos periódicos aos pólos [presenciais]“, afirma o Ministério da Educação, ao justificar a sobra.

A maior parte das bolsas, integrais ou parciais, não-preenchidas (88%) são aquelas que as instituições oferecem a mais do que o número exigido pela lei – uma bolsa para cada 10,7 estudantes pagantes. Essas não têm impacto sobre o cálculo da isenção de tributos.

Se forem considerados os cursos, a sobra de bolsas se concentra em administração (12%), ciências contábeis (9%), pedagogia (9%), turismo (7%) e economia (6%). Essas áreas tiveram também o maior número de bolsas oferecidas.

O percentual de bolsas não-preenchidas neste ano é similar ao verificado em 2007. A proporção de bolsas ociosas foi de 33% no primeiro semestre do ano passado –em maio de 2007, os números parciais divulgados pela Folha já indicavam uma sobra de 10,6% das vagas– e de 40% no segundo. Em 2008, foi de 29% no primeiro semestre e, no segundo, no mínimo de 39%.

Medidas e críticas

Os novos números mostram o insucesso de medidas anunciadas em 2007 para estimular e facilitar as adesões ao programa. Entre elas, o aumento do prazo de pagamento, de uma vez e meia o tempo de duração do curso para o dobro de tempo – antes, um curso de quatro anos era pago em seis anos e agora pode ser quitado em oito.

Especialistas apontam como razão para a sobra de vagas a dificuldade de encontrar alunos que atendam aos dois pré-requisitos – a nota mínima no Enem e o limite de renda.

Roberto Leher, do departamento de fundamentos da educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e crítico do ProUni, diz que não houve, em paralelo com o programa, uma política para melhorar o ensino médio e reduzir a evasão dos estudantes carentes.

“A seletividade social do ensino médio não se alterou. Nos primeiros anos, o ProUni atendeu uma demanda reprimida. Agora, ela em parte foi coberta, e o numero de alunos que conclui o ensino médio dentro do nível de renda é muito baixo”, diz. “Foi alterada a porta, mas não o caminho até a porta.”

Ryon Braga, da consultoria Hoper, aponta a renda como o maior obstáculo. Segundo ele, além da bolsa, os candidatos precisam comprar livros e pagar transporte, por exemplo.

O MEC criou uma bolsa-permanência de R$ 300 mensais, mas, no primeiro semestre de 2007, apenas 4% dos selecionados foram considerados aptos a recebê-la – o critério é ter bolsa integral e estar matriculado em curso com ao menos seis horas de aula diárias.

NÃO DEIXE DE VER:

Ideb: 40% das escolas não atingiram meta para 8ª série

Os avanços na Educação Básica do País, mostrados nos últimos dias com os números mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ainda deixam para trás boa parte dos alunos dos anos finais do ensino fundamental. Na 8ª série, quase 40% das escolas não conseguiram atingir a meta estabelecida em 2006 pelo Ministério da Educação e um quarto dos municípios pioraram a sua situação quando se compara o Ideb de 2007 e 2005. Entre os 100 que estão em pior situação este ano, 58 caíram em relação ao primeiro Ideb.

Os números divulgados pelo MEC mostram que o avanço ainda se concentra nas séries iniciais. É na 4ª série que os resultados dos municípios e das escolas são melhores. Hoje, há 739 escolas brasileiras dessa série com Ideb 6 – nível considerado um nível compatível com escolas de países desenvolvidos -, mais do que com Ideb ruim. São apenas 542 com Ideb abaixo de 2. Na 8ª, a situação é inversa: apenas 43 escolas – a maioria delas da rede federal de ensino – têm média 6 ou superior. Na ponta de baixo da tabela, com Idebs abaixo de 2, concentram-se 1.042 – ou 7,3% de todas as que participaram do Ideb de 2007.

As próprias notas dos municípios revelam que as 8ªs ainda precisam melhorar muito. Apenas 88 cidades conseguiram fazer médias acima de 5, considerada boa pelo MEC. Apenas 2 – Imigrante e Três Arroios (RS) – alcançaram média 6.

A USP (Universidade de São Paulo) oferecerá no vestibular 2009 265 novas vagas em cursos de graduação. O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada em 17 de junho, a criação de dois novos cursos: Medicina Veterinária, que será ministrado na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, em Pirassununga, e o Bacharelado em Astronomia, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), em São Paulo.

O curso de Medicina Veterinária oferecerá 60 vagas, em período integral, no campus da USP em Pirassununga. Já o Bacharelado em Astronomia, também em período integral, oferecerá 15 vagas.

Esses novos cursos vêm a se incorporar aos novos cursos e à ampliação de vagas em cursos já existentes, aprovados em sessão anteriores do Conselho e que também são inéditos na tabela de vagas do Vestibular.

São eles os novos cursos de Engenharia de Biossistemas (com 60 vagas, em período integral, na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, em Pirassununga), Educação Física (com 60 vagas, em período integral, na Escola de Educação Física de Ribeirão Preto) e Bacharelado em Estatística (com 40 vagas, em período noturno, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, em São Carlos).

Além disso, também foram ampliadas vagas nos cursos de Engenharia de Produção Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos, passando de 30 para 50 vagas, em período integral, e no Bacharelado em Estatística do Instituto de Matemática e Estatística, passando de 30 para 40 vagas, em período diurno. Em contrapartida, o curso de Meteorologia, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, teve o número de vagas diminuído em 10, passando de 40 para 30 vagas, do período integral para o período diurno.

Com os novos cursos e a ampliação de vagas em cursos já existentes, a USP passou de 10.302 vagas em 2008 para 10.557 vagas que serão oferecidas no Vestibular Fuvest 2009.

O período de inscrição ao Enem 2008 (Exame Nacional do Ensino Médio) foi estendido até 13 de junho. Podem se inscrever estudantes do último ano do Ensino Médio (concluintes) ou pessoas que já tenham concluído essa etapa de ensino em anos anteriores, os chamados egressos. As inscrições podem ser feitas pela Internet, pela página eletrônica do Inep ou em agências dos Correios. Todos os estudantes de escolas públicas e ainda aqueles declarados carentes – egressos ou estudantes de escolas particulares – não pagam a taxa de inscrição, cujo valor é de R$ 35,00.

Quem optar por fazer inscrição em agência dos Correios deverá preencher uma ficha em papel, que está sendo enviada a todas as escolas de nível médio do País. Os estudantes deverão pegar a ficha, preencher e entregar em uma agência dos Correios. Os alunos de escolas particulares deverão pagar a taxa em qualquer agência bancária antes de entregar a ficha preenchida nos Correios. As agências dos Correios também terão fichas disponíveis para fornecer a egressos.

Aqueles que optarem por fazer a inscrição pela Internet deverão acessar a página do Inep ou diretamente www.enem.inep.gov.br/inscricao, preencher a ficha e imprimir o comprovante. Egressos e estudantes de escolas privadas que optarem pela inscrição via rede mundial de computadores não poderão solicitar isenção de taxa.

O participante receberá, até o dia 18 e agosto, no endereço indicado no ato da inscrição, o cartão de confirmação que informará o local onde o inscrito fará a prova. Se não receber até essa data, o inscrito deverá procurar uma agência dos Correios ou acessar a página do Inep para consultar a o local onde fará o exame. A prova será aplicada no dia 31 de agosto às 13h.

Gente, eu postei uma vez aqui no blog sobre o Educação 24 horas e como recebi muitos e-mails elogiando o site e o post, resolvi postar de novo, pra quem ainda não viu!

O Educação 24 horas é um site totalmente voltado a criança e ao adolescente. Você consegue encontrar um conteúdo legal tanto para a criança, com jogos educativos e historinhas infantis, onde a criança pode se divertir, aprender e se desenvolver ao mesmo tempo, quanto para os jovens que estão no ensino fundamental e médio, ou até mesmo prestando vestibular, com professores online 24 horas por dia, 7 dias por semana, respondendo a todas as dúvidas que possa ter, inclusive de inglês e espanhol, matérias de atualidades, dicas para o vestibular e material disponível para estudo. É ótimo para fazer trabalhos escolares e pesquisas.

Abaixo segue uma imagem do site com o link:

www.educação24horas.com.br

O conteúdo do site é super confiável, deixando os pais tranquilos com que o  filho está vendo na internet, além de ser bem adequado a proposta.

Bom ta aí a dica, aproveitem!

Somente 7 das 5.183 escolas estaduais paulistas possuem qualidade de ensino equivalente ao verificado em países como Finlândia e Coréia, duas potências mundiais quando o assunto é educação. Duas delas são do ensino médio e outras cinco, escolas de 5ª a 8ª série do ensino fundamental.

Apenas elas atendem às metas estipuladas pelo Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), um indicador criado pelo governo estadual para avaliar as condições da qualidade do ensino na rede que administra. Ele leva em conta dois dados: o Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) e a taxa de alunos que estudam em séries indicadas para a sua idade –e que podem sofrer variação caso haja repetência e evasão, por exemplo.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, o índice é individualizado e não foi criado para estimular uma disputa entre as melhores ou piores escolas da rede, mas sim para averiguar as condições de cada unidade de ensino e estabelecer metas de melhorias a curto e longo prazos. Cada escola terá uma espécie de boletim. Ele pode ser consultado no site da própria Secretaria de Estado da Educação.

“O Idesp vai permitir que as nossas escolas melhorem mais rapidamente”, afirmou nesta quinta-feira a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

Anunciado como uma revolução pela secretária, o lançamento do índice contou com a participação secretários do governo José Serra (PSDB), entre eles nomes de peso como Aloysio Nunes Ferreira Filho (Casa Civil), Mauro Ricardo Machado Costa (Fazenda) e Sidney Beraldo (Gestão Pública).

Cálculo

Ambicioso, o projeto tem perspectiva de atingir patamares de países desenvolvidos até o ano de 2030. O alcance das metas é gradual e elas serão estipuladas ano a ano. O parâmetro a ser atingido é o OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), entidade que reúne 30 países membros e que têm, entre outras metas, assegurar o melhor acesso à educação.

O fator de cálculo do Idesp vai de 0 a 10. Cada escola recebeu uma nota. Apesar do índice estabelecer o patamar máximo de 10, cada escala de ensino tem a sua meta a ser alcançada. No caso de alunos da 1ª a 4ª série do ensino fundamental, a meta é atingir 7, no caso da 5ª a 8ª série é 6, e os alunos do ensino médio tem como meta o índice de 5.

A avaliação realizada pelo Idesp aponta que atualmente o índice médio de escolas de 1ª a 4ª série no Estado é de 3,23. Nas instituições de ensino de 5ª a 8ª série ele é de 2,54, e no ensino médio é de 1,41.

Um exemplo é o da escola Rodrigues Alves, localizada na avenida Paulista, em São Paulo. O índice de 1ª a 4ª série é de 3,96, e da 5ª a 8ª série é de 3,15. Como meta para 2008, eles terão de alcançar os índices de 4,09 e 3,26, respectivamente.

“Os desafios e necessidades de cada escola são diferentes”, afirma a secretária.

Melhores

A escola Papa João 6º, de Santo André (Grande São Paulo), com índice de 6,21, e a Baptista Docli, em Dolcinópolis (599 km de São Paulo), que obteve índice 5,39, são as melhores entre as instituições de ensino médio segundo o Idesp.

Outras cinco são de 5ª a 8ª série. São elas: Coronel Pontes Gestal, na cidade de Pontes Gestal (533 km de SP), com índice 6,89, e Baptista Dolci, em Dolcinópolis, com Idesp 6,50, Gentila Guizzi Pinatti, de Sebastianópolis do Sul (504 km de SP), que teve 6,10, Coripheu de Azevedo Marques, com 6,10 e localizada em Aparecida D’Oeste (629 km de São Paulo), e, por fim, Prefeito José Ribeiro, de Paranapuã (606), que obteve 6,07 no Idesp.

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UNIVERSIDADE PRIVADA NÃO SEGUE LEI DE PROFESSOR EXCLUSIVO

Apenas 37 das 86 universidades privadas do país cumprem a exigência legal de ter um terço dos docentes trabalhando em regime integral, aponta o Censo da Educação Superior 2006 (mais recente).

O prazo para adequação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação se esgotou há quatro anos, mas nenhuma instituição foi punida pelo MEC. De acordo com o MEC, as universidades ainda serão reavaliadas, e as que não cumprirem a norma podem perder o direito de ampliar e abrir cursos sem prévia autorização.

O objetivo de ter professores em tempo integral –custa à instituição mais caro do que um pago por hora– visa incentivar a pesquisa e oferecer melhores condições de ensino (com horário remunerado para preparação de aulas e correção de provas, por exemplo). Nesse regime, a carga horária é de 40 horas semanais, mas somente metade em sala de aula.

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Senado aprova filosofia e sociologia para ensino médio.

O Senado aprovou quinta-feira ( 8 ) um projeto de lei que determina a inclusão de disciplinas de filosofia e sociologia nas três séries do ensino médio. O texto prevê que a lei entre em vigor na data de sua publicação, mas não especifica quando deve ser implementada. Já aprovado pela Câmara, o projeto será submetido agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.

Em 2006, uma resolução no mesmo sentido já havia sido publicada pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) e homologada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

Segundo levantamento do colegiado, ao menos 17 Estados implantaram as duas disciplinas no ensino médio. Outras escolas, muitas delas particulares, já oferecem as disciplinas há anos.

De acordo com a conselheira Clélia Brandão, porém, a lei é importante porque houve contestações de alguns Estados.

Uma delas, afirma, ocorreu em São Paulo, onde o Conselho Estadual de Educação publicou uma resolução em que negava a obrigatoriedade das escolas de seguirem as normas do CNE.

No mês passado, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo anunciou que os alunos teriam sociologia em um dos três anos do ensino médio –filosofia já estava na grade obrigatória em dois anos do antigo colegial.

O projeto de lei aprovado ontem, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), inclui as duas disciplinas na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que tem de ser seguida por Estados e municípios.

Veto em 2001

Filosofia e sociologia foram retiradas do currículo obrigatório do ensino médio durante o regime militar (1964-1985) e substituídas por educação moral e cívica e OSPB.

Em 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que incluía as disciplinas novamente.

O texto, proposto pelo petista Padre Roque (PT-RR), havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Sob a gestão tucana, o Ministério da Educação argumentou que o texto criava ônus para os Estados, que teriam de contratar mais professores, e era anacrônico, já que os currículos modernos deveriam, para o ex-ministro Paulo Renato Souza, pregar a interdisciplinaridade.

Célia Brandão, do Conselho Nacional de Educação, discorda. Ela aponta que as escolas que estruturam seus currículos por grandes áreas de conhecimento, e não por tema, não são obrigadas a incluir novas disciplinas, mas colocar filosofia e sociologia entre os temas.

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Medicina da UFBA aceita renúncia de coordenador.