O Senado aprovou quinta-feira ( 8 ) um projeto de lei que determina a inclusão de disciplinas de filosofia e sociologia nas três séries do ensino médio. O texto prevê que a lei entre em vigor na data de sua publicação, mas não especifica quando deve ser implementada. Já aprovado pela Câmara, o projeto será submetido agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.

Em 2006, uma resolução no mesmo sentido já havia sido publicada pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) e homologada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.

Segundo levantamento do colegiado, ao menos 17 Estados implantaram as duas disciplinas no ensino médio. Outras escolas, muitas delas particulares, já oferecem as disciplinas há anos.

De acordo com a conselheira Clélia Brandão, porém, a lei é importante porque houve contestações de alguns Estados.

Uma delas, afirma, ocorreu em São Paulo, onde o Conselho Estadual de Educação publicou uma resolução em que negava a obrigatoriedade das escolas de seguirem as normas do CNE.

No mês passado, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo anunciou que os alunos teriam sociologia em um dos três anos do ensino médio –filosofia já estava na grade obrigatória em dois anos do antigo colegial.

O projeto de lei aprovado ontem, de autoria do deputado Ribamar Alves (PSB-MA), inclui as duas disciplinas na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que tem de ser seguida por Estados e municípios.

Veto em 2001

Filosofia e sociologia foram retiradas do currículo obrigatório do ensino médio durante o regime militar (1964-1985) e substituídas por educação moral e cívica e OSPB.

Em 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que incluía as disciplinas novamente.

O texto, proposto pelo petista Padre Roque (PT-RR), havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Sob a gestão tucana, o Ministério da Educação argumentou que o texto criava ônus para os Estados, que teriam de contratar mais professores, e era anacrônico, já que os currículos modernos deveriam, para o ex-ministro Paulo Renato Souza, pregar a interdisciplinaridade.

Célia Brandão, do Conselho Nacional de Educação, discorda. Ela aponta que as escolas que estruturam seus currículos por grandes áreas de conhecimento, e não por tema, não são obrigadas a incluir novas disciplinas, mas colocar filosofia e sociologia entre os temas.

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Medicina da UFBA aceita renúncia de coordenador.

Em reunião da Congregação da Faculdade de Medicina (Fameb) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), realizada hoje, os professores e representantes acadêmicos da instituição resolveram aceitar a renúncia do ex-coordenador do curso Antonio Natalino Manta Dantas e nomearam, por unanimidade, a professora Helenemarie Schaer Barbosa para o posto. Dantas anunciou no domingo a saída.

Ele havia causado polêmica, cinco dias antes, ao tentar justificar os maus resultados da Fameb no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), alegando que os alunos baianos tinham “déficit de inteligência” em comparação com os de outros lugares e que sofriam “contaminação” por causa do sistema de cotas.

Doutora em anatomia patológica, Helenemarie foi nomeada por ser o mais antigo membro do colegiado - leciona na faculdade há 32 anos. “Mais importante, porém, é o fato de ser ela a principal responsável pelo projeto de reforma curricular da instituição”, disse o diretor da faculdade, José Tavares Neto. “Dentro da faculdade, a professora era a principal antagonista do professor Dantas. Ela sofreu grandes pressões enquanto ele era o coordenador.”

De acordo com Tavares Neto, a decisão da congregação foi acertada. “Dantas era muito apegado a tradições, liderava a resistência contra as reformas, e a diretoria não tem ascendência sobre o colegiado”, afirmou. “A nomeação deve facilitar a implementação dos projetos”. A professora não foi localizada para comentar a nomeação.

Diretoria

Depois do encontro do conselho, a diretoria da escola superior divulgou duas notas oficiais, uma relativa à reunião e outra referente à assembléia realizada ontem, entre professores, estudantes e funcionários. Nas duas, a Fameb repudia e pede desculpas pelas afirmações do ex-coordenador do curso de Medicina da faculdade, cobra medidas administrativas contra ele e requer soluções, ao Conselho Universitário (Consuni), ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e à administração central da UFBA, para as “gravíssimas deficiências do curso médico da FMB”, registradas em “pretéritas avaliações (…) de 20 de julho e de 14 de Setembro de 2004, (…) tempestivamente encaminhadas aos colegiados superiores da UFBA”.

“Passados quatro anos daquele pedido desta congregação ao Consepe-UFBA, qualquer auditoria acadêmica é, no mínimo, o reiterado desconhecimento sobre as reais e atuais condições do curso médico na FMB-UFBA”, diz o comunicado, sobre a convocação, na sexta-feira, por parte do reitor Naomar de Almeida Filho, da Câmara de Graduação da universidade, para realizar a auditoria.

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Coordenador da faculdade de medicina da Ufba renuncia

Dantas causou polêmica ao afirmar que os estudantes baianos tinham “déficit de inteligência”

O coordenador do colegiado da Faculdade de Medicina (Famed) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antonio Natalino Manta Dantas, anunciou, em nota distribuída neste domingo, que renuncia ao cargo. Dantas causou polêmica ao afirmar que os estudantes baianos tinham “déficit de inteligência” em comparação com os de outros lugares e que sofriam “contaminação” por causa do sistema de cotas.

As afirmações foram feitas como justificativa para o baixo rendimento da Famed no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), do Ministério da Educação (MEC).

Na nota, ele afirma ter renunciado ao cargo de coordenador no dia 30 e pede desculpas pelas declarações. “Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo”, diz o texto. “Ela não reflete o que vem do meu íntimo, não traduz o meu pensamento, o que, aliás, vem sendo reconhecido e externado pelas pessoas que me conhecem.”

Em alguns trechos da nota, o professor afirma que as declarações foram dadas por pressão de jornalistas - como quando disse que o berimbau, um dos símbolos da Bahia, é o “típico instrumento de quem tem poucos neurônios”. “Fui incisivamente indagado por jornalistas acerca do meu gosto musical, o que certamente foi feito para criar polêmica”, justifica.

As afirmações de Dantas levaram o Ministério Público Federal a instaurar um procedimento administrativo, com o objetivo de apurar se houve conteúdo discriminatório “racial ou de procedência” em suas afirmações.

Na manhã desta segunda-feira, estudantes e professores da Famed reúnem-se em assembléia para analisar a situação da faculdade. Na terça, é a vez de o colegiado da instituição se reunir para definir ações que combatam o mau desempenho nas avaliações. Durante a semana, a Câmara de Graduação da Ufba começa uma auditoria acadêmica na Famed, a pedido do reitor Naomar Almeida Filho.

Confira a íntegra da nota enviada pelo professor:

Com referência ao noticiário veiculado nos meios de comunicação acerca das declarações por mim prestadas sobre o mau desempenho dos estudantes da Faculdade de Medicina da Bahia no ENADE (Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes), esclareço à comunidade que aquelas palavras não refletiram o meu sentimento interior e não condizem com a minha história de vida, notadamente com a minha vida acadêmica.

Pessoas que privam do meu convívio diário conhecem a minha simplicidade, o meu perfil democrático, o meu senso de justiça e o lhano trato que dispenso aos estudantes, professores, funcionários, pacientes, enfim, a todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza.

Não sou racista e não tenho restrições à inteligência da comunidade baiana ou qualquer outra, até mesmo por razões científicas. Na condição de Professor Universitário da área médica, tenho perfeito conhecimento que, haja vista a apresentação tão homogênea do genoma na espécie humana, não se permite precisar ou definir a existência real de raças entre os indivíduos. Em outras palavras: os seres humanos são biologicamente iguais.

Instado por jornalistas para justificar o baixo desempenho dos estudantes de Medicina no ENADE, e insistentemente cobrado a me manifestar sobre um resultado que ainda não era de meu conhecimento, fui colhido de surpresa. Por força de um estado emocionalmente comprometido e por uma profunda tristeza, uma irritação incomum e um assomo de destempero arrastaram-me a uma manifestação inadequada, da qual expressamente me redimo. Ela não reflete o que vem do meu íntimo, não traduz o meu pensamento, o que, aliás, vem sendo reconhecido e externado pelas pessoas que me conhecem.

Além disso, algumas das minhas declarações foram publicadas de forma descontextualizada, o que culminou num sem número de interpretações distorcidas e equivocadas, todas elas distantes do meu propósito e do seu real significado.

Se efetivamente entendesse ter o baiano QI baixo, não teria ressaltado, na mesma ocasião, o bom desempenho alcançado no ENADE pelos estudantes da Faculdade de Medicina de Ilhéus e da Faculdade de Direito da UFBA, que também são baianos. Demais disto, sou baiano, como de resto toda a minha família e os mais longínquos dos meus ancestrais.

Conforme declarei, várias podem ter sido as causas que levaram os estudantes de Medicina ao desempenho insatisfatório. Ante a insistência para que eu apontasse a causa desse resultado, limitei-me a esclarecer que isso certamente decorria da soma de múltiplos fatores. Jamais tive a intenção de apontar o sistema de cotas, tampouco a implantação intempestiva da transformação curricular, como causa direta do resultado. Num universo de possibilidades, não posicionei certezas.

Dos meus quase setenta anos de vida, quarenta e dois foram dedicados ao ensino da medicina, sempre tendo mantido com os estudantes um trato amistoso e sem incidência de problemas. Tenho respeito e admiração pelos mesmos, que são selecionados por um altamente competitivo e qualificado exame vestibular.

Embora isso nada tenha a ver com o ENADE, fui incisivamente indagado por jornalistas acerca do meu gosto musical, o que certamente foi feito para criar polêmica relativamente à cultura afro-brasileira. Esclareço ter minhas preferências musicais, que são ou não coincidentes com as de outras pessoas, e tenho toda a liberdade de expressá-las. Aliás, como bem disse, recentemente, o Ministro Ayres Britto, do STF, a liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade. Respeito os gostos alheios e queiram me desculpar aqueles onde o meu desagrado recaiu. Sobre o berimbau, por exemplo, a minha falta de familiaridade com o mesmo me levou a uma noção distorcida. Diante das explicações dadas nos últimos dias pelos experts, contudo, passei a concebê-lo como um instrumento musical complexo e de difícil execução.

Por outro lado, acrescento que esses resultados do ENADE referem-se a período anterior a minha gestão de coordenador do curso de graduação da FAMEB, cargo para o qual fui eleito há tão somente um ano, por unanimidade dos membros presentes na sessão, dentre professores e representantes estudantis. Entretanto, em razão da repercussão e o mal-estar causado pela interpretação dada às minhas declarações, comuniquei a minha renúncia ao Sr. Diretor da Faculdade no último dia 30.

Por fim, que fique evidente: não sou racista ou preconceituoso e acredito em Deus.

Peço desculpas. Não tive a intenção de ofender a quem quer que seja.

ANTONIO NATALINO MANTA DANTAS”

Educação pela internet.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, anunciou nesta segunda-feira, 28, que nos próximos quatro anos, serão criadas 400 mil vagas nas universidades brasileiras públicas, isto é vai se passar de 12 alunos por professor para 18 alunos por professor. Segundo o presidente isto vai se dever à implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

O presidente analisou o setor educacional para o jovem no País, aproveitando a realização da Conferência Nacional da Juventude, que acontece em Brasília, reunindo 2.280 delegados, representando todos os Estados, municípios e comunidades tradicionais. “Tudo que está sendo discutido na conferência foi decidido pelos próprios jovens nos encontros preparatórios. E é importante lembrar que essa é a primeira conferência feita com foco na juventude brasileira e já mobilizou em todo o País mais de 400 mil participantes”, afirmou.

O objetivo principal do encontro em Brasília, segundo o presidente, é “promover o direito à participação da juventude, fortalecer a rede social institucional para a juventude, identificar desafios e prioridades para que o poder público possa atuar junto à juventude brasileira”.

Lula lembrou que “nós tivemos três décadas em que a economia brasileira não cresceu, não se fez os investimentos necessários na área de educação, na área da formação profissional. E, portanto, eu diria que o Estado brasileiro tem uma dívida com a nossa juventude, ou seja, a juventude ela precisa ser motivada a esperanças e a oportunidades.

“Se não tem escola para os jovens estudarem depois que terminam o ensino fundamental e o segundo grau, não tem formação profissional e não tem emprego, a juventude fica à mercê do narcotráfico, à mercê do crime organizado. Por isso, eu posso dizer para você que é a primeira vez que o país conta com uma política voltada especificamente para os jovens”, afirmou Lula.

O presidente salientou que em 2005, foi criada a Secretaria Nacional da Juventude, “depois nós, no mesmo período, instalamos o Conselho Nacional da Juventude, com 60 membros, sendo 40 da sociedade civil e 20 do governo federal”.

Lula citou a medida provisória enviada no final do ano passado para a Câmara dos Deputados, que unifica os programas voltados para a juventude. “Nós também aumentamos a faixa etária dos beneficiários dos programas para a juventude, que antes era de 15 a 24, passamos para 15 a 29 anos”, disse Lula. O presidente explicou ainda que, antes da unificação, os programas atendiam 467 mil jovens em todo o País. Com a integração, até 2010, segundo Lula, eles irão cuidar de aproximadamente 3 milhões e meio de jovens, ou seja, e praticamente um investimento de R$ 5,4 bilhões.

O presidente salientou ainda que foi feita a extensão do programa Bolsa Família, para as famílias que tenham filhos de 16 e 17 anos. O presidente concluiu falando do Programa Universidade para Todos (Prouni), “que já está colocando aproximadamente 400 mil jovens na universidade brasileira e este ano nós teremos a formatura dos primeiros 60 mil jovens brasileiros no ProUni”.

A Unicamp abriu ontem as inscrições para a isenção da taxa de inscrição para o vestibular 2009. Os pedidos devem ser feitos até o dia 23 de maio, exclusivamente pela internet, por meio do site da Comvest. Computadores serão disponibilizados para a inscrição no prédio da Comvest em Campinas (avenida Érico Veríssimo,1280, Cidade Universitária).

Depois da inscrição, é preciso enviar pelo correio para a Comvest, até o dia 30 de maio, as fotocópias (frente e verso) dos seguintes documentos: documento de identidade, histórico escolar do ensino fundamental, histórico escolar do ensino médio e conta de energia elétrica recente.

Podem pedir isenção da taxa os estudantes provenientes de família baixa renda (renda líquida máxima de R$ 450 por morador do domicílio), candidatos que sejam funcionários da Unicamp/Funcamp e aqueles que se candidatarem aos cursos de licenciatura em período noturno (ciências biológicas, física, letras, licenciatura integrada química/física, matemática e pedagogia).

A universidade oferece 5.908 isenções para candidatos de família de baixa renda, 100 para funcionários e um número ilimitado para os candidatos aos cursos noturnos de licenciatura.

A lista dos estudantes selecionados será divulgada dia 6 de agosto. Os candidatos também irão receber — via correio eletrônico — um comunicado de que foram beneficiados. Aqueles que forem contemplados com a isenção não estão automaticamente inscritos no vestibular da Unicamp 2009.

Em 2008, dos 9.225 pedidos de isenção recebidos, 7.450 foram aceitos.

Práticas como as realizadas entre Finatec e UnB agora são vetadas

Os Ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia apressaram a edição de uma portaria com regras mais rígidas para regular as fundações de apoio a universidades, freqüentemente ligadas a episódios de desvio de verbas públicas. Publicada hoje no Diário Oficial, a medida restringe a liberdade das fundações e dá maior controle para as universidades.

Embora publicada um dia após a saída do ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB) Timothy Mulholland, acusado de envolvimento no escândalo de gastos supérfluos patrocinados pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), os ministros afirmaram que a portaria não foi feita às pressas. Três das cinco medidas que constam na portaria, disseram, já haviam sido incluídas no texto do projeto de reforma universitária que está no Congresso.

Uma das exigências que deverão ter maior impacto é a proibição de que fundações de apoio remunerem as universidades a que estão ligadas mediante doação de bens e serviços. Tal medida, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, evita práticas como a que eram realizadas pela Finatec e pela UnB.

Os recursos transferidos das fundações terão de ser incorporados ao orçamento da universidade. E, com isso, somente poderão ser gastos de acordo com regras estabelecidas em lei. No caso da compra de um determinado produto, por exemplo, ela terá de ser feita de acordo com a Lei de Licitações.

Ontem, o ministro recebeu formalmente a carta de exoneração de Mulholland. O ex-reitor, acusado de se beneficiar do desvio de R$ 470 mil da Finatec, usados na decoração do apartamento funcional ocupado por ele, afirmou na carta que deixava o cargo para garantir a continuidade dos projetos da universidade. Mesmo com a saída de Mulholland,os estudantes que ocupam o prédio da reitoria da UnB desde a semana passada decidiram manter o movimento. Eles querem mudar os critérios para eleger o reitor.

Com apenas 17 anos, Aldo Vieira Pinto faz mestrado em matemática.

Ele fez, em 11 anos de estudo, o que a maioria das pessoas só consegue fazer em, no mínimo, 15. E, com apenas 17 anos de idade, já está cursando a pós-graduação na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Filho de um barbeiro e de uma auxiliar de cozinha, o estudante Aldo Vieira Pinto, formado em matemática, iniciou, no mês passado, mestrado na área, após ter eliminado dois anos do ensino fundamental, um do ensino médio e um da universidade.

Aldo começou os estudos em Lages (SC), em escola pública. Logo nos meses iniciais da primeira série, conseguiu avançar para a segunda, após a análise de psicopedagogos da instituição, que, segundo ele, atestaram sua avançada alfabetização.

“O mesmo se repetiu na quinta série, em que cursei só um mês, e no segundo ano do ensino médio. Trata-se não só de inteligência, mas de esforço e dedicação”, diz o rapaz.

Aldo iniciou a licenciatura em matemática aos 14 anos, na Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense), particular. Sua primeira opção era biologia, mas a família não tinha condições de pagar a mensalidade mais alta. Na faculdade, além de eliminar um ano, também cursou disciplinas complementares de engenharia.

Débora Cristina Piotto, educadora do curso de pedagogia da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, afirmou que, em casos como o de Aldo, é pior ele ficar numa classe de quinta série, por exemplo, se tem condições de cursar a sexta.

“Ele tem traços de superdotação e é pior, nesses casos, que ele fique [em classe com nível mais baixo]. Não vejo problemas no fato de ele avançar um período. Só é preciso cuidar para que o desenvolvimento emocional acompanhe o cognitivo. O contexto é que vai provocar o seu desenvolvimento.”

No mestrado, que tem duração média de dois anos, Aldo disse não saber se também vai conseguir eliminar etapas. “Ainda é cedo para dizer”, pondera. Mesmo estudando muito, Aldo diz ter tempo para ler e ouvir músicas, principalmente MPB.

Estava vendo alguns sites relacionados a educação e achei o Educação 24 horas, que me interessou bastante. Achei que o conteúdo era bem relacionado com esse blog.

Pode ser usado por crianças e adolescentes de todas as idades, desde os que acabam de ingressar o colégio, com jogos educativos e historinhas, onde a criança brinca e aprende ao mesmo tempo, até por adolescentes que estão se preparando para o vestibular, com resumos, atualidades, professores online 24 horas por dia, respondendo a todas as perguntas, inclusive de inglês e espanhol. Cada público tem uma área específica no site.

Tem uma parte do site dedicada a pesquisas escolares, na qual ajuda a criança/adolescente a achar conteúdo para trabalhos ou provas.

Tem um conteúdo adequado, o que é bom para os pais, que podem ficar mais tranquilos ao deixarem seus filhos pequenos brincarem na internet. Atualmente é dificil achar um site que seja 100% confiável.

Coloquei uma imagem do site abaixo, com o link para o site.

Quem tiver interesse em conhecer, é só entrar e se cadastrar.

As inscrições para a edição 2008 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) começam em 5 de maio e vão até o dia 30 do mesmo mês, segundo informou o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).


As provas serão aplicadas em 31 de agosto, em cerca de 1.400 municípios. A expectativa é a de que pelo menos 3 milhões de estudantes participem dos testes.